Os equipamentos de proteção individual (EPI’s) são indispensáveis em diversos ramos da indústria. E no setor de construção civil, isso não é diferente. Os vários tipos de EPI oferecem mais proteção ao trabalhador e impede que acidentes causem danos graves à sua saúde.

E não estamos falando apenas de grandes obras. Aquelas reformas e pequenos ajustes no interior das residências, também precisam de cuidados – e os EPIs são indispensáveis também nessas situações.

Mas para saber quando e como usar esses itens, é preciso entender quais são os tipos de EPIs e suas indicações. Continue a leitura e saiba tudo sobre o tema!

O que é EPI e qual sua importância?

Os EPI’s são todos os produtos ou dispositivos, de uso individual, utilizado pelo trabalhador para protegê-lo dos riscos que ameaçam a sua segurança, saúde e integridade física.

Além de ser obrigatório por lei, o EPI é fundamental para evitar que os trabalhadores sofram acidentes. Nos canteiros de obras, existem muitos riscos aos quais essas pessoas estão expostas – e nem sempre é possível reduzi-los ou evitá-los.

Daí a importância do uso do EPI, que sempre deve estar em bom estado de conservação – e o uso do equipamento deve ser feito de maneira correta, em sintonia com o que prega o fabricante do produto, para que ele realmente seja eficaz.

Lembrando, ainda, que a prática da segurança deve ser considerada em todas as etapas de uma obra. Afinal, são vários os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos, como impacto de objetos, queda de alturas, exposição à produtos químicos e biológicos, poeira, choques nas fiações elétricas, materiais cortantes, entre outros.

Quais os tipos de EPI e para que são indicados?

homem utilizando equipamento de proteção individual
Conhecer os tipos de EPI existentes e usá-los da maneira correta é essencial para garantir sua segurança durante a obra.

Basicamente, os tipos de EPI são divididos em 4 categorias: proteção de mãos e membros superiores, EPIs de membros inferiores, protetores contra quedas e protetores respiratórios. Vamos ver cada um deles em detalhes:

Proteção de mãos e membros superiores

As mãos costumam ser a parte do corpo mais exposta nas obras, assim como os demais membros superiores. Por isso, é imprescindível o uso de:

  1. capacete: protege a cabeça contra batidas, quedas em altura ou outros traumas como quedas de objetos e pode ser usado em obras maiores e até reformas;
  2. protetores auditivos: são essenciais nas obras com grande quantidade de ruídos, como maquinários e operários. Dentro das instalações, o uso desses protetores também é necessário em algumas situações, como o uso da serra mármore, makita e outros;
  3. óculos de segurança: protegem os olhos contra faíscas, partículas, respingos e produtos químicos. Os de lentes escuras também protegem contra radiação solar;
  4. luvas de proteção: as luvas são necessárias para todos os trabalhadores da construção civil, como pedreiros, ajudantes, serventes, eletricistas, etc. Elas fornecem proteção às mãos contra ataques químicos, biológicos, queimaduras e demais acidentes.

Note que existem diferentes tipos de luva dependendo da proteção necessária, como luva de alta tensão, látex (usadas em áreas molhadas), nitrílicas (protegem contra cortes, produtos abrasivos e perfurações) entre outros modelos.

Os capacetes também têm variações e podem ser: com aba frontal ou total (usados para manter a cabeça protegida contra colisões, sol e choques elétricos) e com aba frontal ou total e viseira (protege a cabeça e o rosto e deve ser usado em tarefas que expõem a pessoa à partículas e outros agentes nocivos, como soldagem e esmerilhamento).

Em relação aos protetores de ouvido, eles podem ser do tipo concha ou do tipo plug. Cada um possui sua classificação de segurança de acordo com o nível dos ruídos abafados – variando em uma escala de 15 a 21 decibéis. O de plug funciona como um fone de ouvido, já o de concha é como um headset usado na computação.

Proteção para os membros inferiores

Algumas atividades podem envolver riscos às pernas e pés. Alguns tipos de botas de segurança mais usados são:

  • botinas de segurança: protegem os pés contra impactos e quedas de materiais e perfurações;
  • botas de couro de cano médio: protegem os pés contra umidade, escoriações, torções e quedas;
  • botas de couro de cano longo: protegem os pés e as pernas contra animais peçonhentos e oferecem proteção mecânica;
  • botas de borracha de cano longo: protegem pés e pernas contra produtos químicos e umidade;
  • perneira de segurança: protege as pernas contra objetos cortantes.

Se houver risco de queda de materiais ou produtos nos pés, o mais indicado é usar botas com bico de aço. Além disso, é indispensável o uso de calça comprida. Dependendo do trabalho, também é possível usar o avental para proteger contra partículas como concreto, argamassa, tintas, resto de solda, fagulhas de aço, etc.

Protetores contra quedas

Nos trabalhos em alturas, como andaimes, é indispensável o uso de EPI contra quedas, como:

  • cinto de segurança tipo paraquedista: protege contra quedas em altura;
  • talabarte: liga o cinto de segurança ao cabo de vida, pode ser simples ou duplo. O mais recomendado é o uso do duplo, que oferece mais segurança;
  • trava quedas: trava possíveis quedas durante o percurso das escadas de acesso e andaimes.

Protetores respiratórios

Esses EPIs protegem as vias respiratórias contra a liberação de gases nocivos ou partículas. São exemplos desses tipos de EPI:

  • máscara respiratória: protege contra gases, névoas, vapores e poeiras;
  • purificador de ar: podem ser descartáveis ou com filtro;
  • respirador: usado em locais com grandes concentrações de gases contaminantes, pode ser usado para receber ar puro de um botijão de oxigênio, por exemplo.

As máscaras podem ser descartáveis ou não e são encontradas em vários modelos, indicadas para atividades diferentes que lidam com vapores químicos e orgânicos, massa corrida e atividades de lixamento e acabamento, fuligens e partículas volantes.

Na hora de escolher a máscara, verifique a qualidade da marca, se está de acordo com o seu tamanho e se realmente filtra o químico específico do qual você necessita se proteger.

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Como manter os EPIs em bom estado de conservação?

homem segurando capacete
Manter os EPI’s bem conservados aumenta a sua vida longa útil e eficácia.

Tão importante quanto se atentar aos tipos de EPI é buscar conservar adequadamente os que você possui, de modo a garantir que eles realmente lhe protegerão. Confira algumas dicas essenciais:

Higienização

Os EPIs devem sempre ser mantidos limpos e higienizados. A maior parte dos tipos de EPI são laváveis, como é o caso dos capacetes. O mais recomendado é o uso de sabão neutro, mas alguns equipamentos podem exigir produtos específicos.

É indicado higienizar seus equipamentos sempre depois do uso.

Armazenamento

O ideal é guardar seu EPI longe do calor, da luz solar e da umidade. Manter os equipamentos secos também é essencial para evitar a proliferação de micro-organismos. Se possível, tente guardar o EPI na embalagem original.

Nem todos os tipos de EPI podem ser reutilizados – e os que podem possuem um tempo de vida útil indicado pelo fabricante. Respeitar esse prazo é muito importante, pois ele está de acordo com a durabilidade do material. Após esse período, o material poderá não oferecer a segurança esperada.

Manutenção

É essencial desenvolver um cronograma de manutenção caso você use vários tipos de EPI no seu canteiro de obras. Esse cronograma precisa constar com:

  • procedimentos de verificação, limpeza, desinfecção e armazenamento;
  • checagem do prazo de validade e vida útil de determinados tipos de EPI;
  • histórico para verificação de desempenho, limpeza, desinfecção e outros trabalhos de manutenção;
  • critérios de substituição.

Antes de entregar o EPI ao funcionário, sempre faça uma inspeção e o próprio trabalhador deverá realizar o exame antes de usar o equipamento, garantindo que ele não está defeituoso, sujo ou com outros problemas.

Segregação e substituição

Todo equipamento defeituoso deverá ser retirado imediatamente do serviço, sendo reparado (se houver como) ou descartado. Também é essencial separar e alertar sobre os equipamentos defeituosos e que não devem ser usados, para ninguém pegá-los por engano.

O EPI deverá ser substituído quando:

  • não fornecer o nível de proteção necessário contra o perigo particular;
  • a vida útil tiver expirado (de acordo com as orientações do fabricante);
  • estiver danificado e não puder ser reparado.

Procedimento diferente para cada um dos tipos de EPI

Nem todos os tipos de EPI podem ser limpos da mesma maneira. Alguns possuem diferenciações importantes que precisam ser consideradas. Por exemplo:

  • capacetes: precisam ser higienizados apenas com pano úmido, ao final de cada dia. Caso apresentem trincos ou tiverem perdido a fita, devem ser descartados;
  • protetor auricular e protetor auditivo: quando não descartáveis, precisam ser lavados no fim do dia e devem secar naturalmente à sombra, após lavagem com sabão neutro e água em abundância;
  • calçados: as botas nunca devem ser compartilhadas e, periodicamente, devem ser lavadas e secadas à sombra. Precisam ser substituídas quando apresentarem rasgos ou furos;
  • luvas, perneiras e mangotes: precisam ser lavados com água e sabão ao fim do dia e deixados para secar à sombra;
  • óculos de proteção: devem ser lavados ao fim de cada dia ou jornada com detergente neutro. Não usar esponja, apenas as mãos. Secar com toalha macia ou papel toalha. Rachaduras e embaçamentos que não saem com a lavagem fazem com que os óculos precisem ser substituídos.

E, claro, além desses cuidados, é extremamente importante usar todos os tipos de EPI de acordo com a indicação. O uso inadequado pode colocar a sua segurança em risco e reduzir a vida útil do produto.

Na hora de escolher o melhor EPI, considere a qualidade da marca e dos materiais e o Certificado de Aprovação (CA). A validade do CA é um item super importante e você só deve usar o equipamento dentro desse prazo.

Neste conteúdo, você viu que existem vários tipos de EPI e que cada um possui sua indicação própria. Além de escolher corretamente, é importante também higienizar, alocar e usar adequadamente cada equipamento, garantindo a segurança de todos na obra.

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