Na hora de construir ou reformar, saber exatamente quais são as principais etapas de uma obra faz toda a diferença. Dessa maneira, você conseguirá se planejar melhor, tanto em relação ao orçamento, quanto aos materiais que terá de comprar e profissionais a contratar.

Apesar disso, nem todo mundo sabe exatamente quais são as principais etapas do planejamento até a execução de obras – ou ainda pode se esquecer de pontos importantes, como a documentação ou o pós-obra.

Vai construir? Continue lendo este conteúdo completo e descubra:

  • quais as principais etapas de uma obra;
  • as tarefas pré-obra;
  • como montar um cronograma de obra;
  • as fases da obra;
  • as etapas pós-obra;
  • bônus: como decorar e organizar o novo imóvel.

Boa leitura!

Afinal, quais são as etapas de uma obra?

Na hora de construir, é importante começar o planejamento antes mesmo de comprar os materiais de construção. Afinal, a etapa pré-obra é de suma importância.

Nela você fará todo o planejamento que envolverá sua construção, como os projetos de arquitetura e engenharia, a documentação do terreno e alvarás da Prefeitura, os projetos complementares (elétrico, hidrossanitário etc.), a elaboração do orçamento e do cronograma da obra e outras questões.

Somente após essa etapa é que você poderá começar a trabalhar no terreno da sua obra, fazendo a limpeza e o preparo, bem como investir na contratação de mão-de-obra e na compra do material.

Mas não precisa se preocupar. Nós vamos explicar cada um desses passos detalhadamente, ajudando você a tirar o sonho da construção do papel!

As principais tarefas pré-obra

Como dissemos, uma obra tem início muito antes de que qualquer atividade construtiva seja feita no terreno. Afinal, é preciso organizar uma série de itens para que a sua construção seja realizada dentro da legislação e também de acordo com as normas técnicas da engenharia e da arquitetura.

Separe a documentação necessária

homem segurando uma folha de papel
Ter a documentação completa antes de iniciar sua obra é fundamental.

É importante que esse passo seja feito de maneira correta. Se a sua obra for pega na fiscalização do governo, ela poderá ser interditada – e você terá de arcar com multas e outras dores de cabeça.

O primeiro passo é verificar a documentação do terreno. Caso esteja tudo ok, será preciso ir até a Prefeitura da sua cidade para confirmar quais são os documentos necessários para construir no município, afinal, cada governo municipal possui suas próprias legislações

De uma forma geral, você precisará reunir:

  • Matrícula do imóvel: garante que o terreno onde irá construir está legalizado e regularizado;
  • Alvará de construção: o terreno e o tamanho da construção devem seguir as regras do município. Somente após a aprovação do projeto é que será expedido o Alvará;
  • ART (Anotação de Responsabilidade Técnica): prova a ligação entre o profissional e a obra que será realizada.
  • Habite-se: é o certificado de conclusão da obra;
  • Registro de imóvel: registro de imóveis para registrar que houve a construção de um imóvel naquele terreno;
  • Cadastro do imóvel na prefeitura: cadastro para que seu imóvel receba uma numeração de cadastro e passe a ficar totalmente legalizada.

Contrate um profissional

Para que a sua obra esteja legalizada é importante a presença de um engenheiro ou arquiteto responsável. Essa é uma etapa fundamental. Sem esse profissional, você não conseguirá regularizar a sua obra junto à Prefeitura, e poderá ter de paralisá-la caso seja pega em uma fiscalização (o que é bastante comum).

Então, não queira economizar nessa etapa. Pesquise bastante e encontre um bom profissional, que tenha conhecimentos técnicos, experiência e que compreenda os seus desejos, sabendo traduzir tudo isso no projeto da sua nova casa.

A contratação do profissional vai evitar que seu imóvel sofra com várias questões estruturais, elétricas, hidráulicas ou até mesmo de segurança.

Outra vantagem de contar com uma ajuda especializada é a economia. Afinal, o profissional saberá estimar melhor quanto de material você terá de comprar, evitando o desperdício ou a necessidade de refazer algumas etapas.

Além disso, esses profissionais também acompanharão a evolução da obra, fiscalizando a execução dos serviços e garantindo que tudo está sendo feito de acordo com o planejado.

Para te ajudar nessa tarefa, o site do GetNinjas reúne os melhores profissionais para sua obra. São diversos serviços disponíveis na plataforma. Solicite já o seu orçamento!.

Estabeleça seu orçamento

Depois de contratar o engenheiro ou arquiteto responsável e executar o projeto, é hora de planejar o seu orçamento. Se você não tem experiência com obras, o profissional poderá lhe ajudar a estimar os seus gastos.

O ideal é sempre trabalhar com uma margem de 10% a mais, garantindo que você terá dinheiro para lidar com imprevistos ou outros problemas que possam ocorrer.

Levante todos os custos da obra

Como dissemos, nessa fase o profissional poderá lhe ajudar, estimando os custos totais da obra. Isso significa não apenas o que você gastará com material de construção, mas também: custo do projeto, mão-de-obra para cada etapa, despesas com a regularização e documentação, impostos etc.

Não se esqueça de adicionar os valores com o pós-obra, como limpeza, aluguel de caçamba, remoção de entulhos e também os itens de acabamento e decoração, como metais e iluminação.

Monte uma planilha de gastos

Ao longo da construção, é importante ir acompanhando o quanto você está gastando e se esse valor está de acordo com o planejado. Por isso, monte uma planilha que ajude você a realizar essa gestão dos gastos.

Faça uma boa lista dos materiais de construção

Estimar corretamente o quanto será usado de material de construção em cada etapa da obra é fundamental. Por isso, divida adequadamente a sua obra em etapas e saiba o que cada fase necessitará – sempre considerando uma margem a mais para possíveis erros ou perdas.

Outra dica importante é pesquisar os preços dos itens, buscando comparar as ofertas  e encontrar promoções. 

Tenha um cronograma de obras

Outro aliado importantíssimo do seu orçamento é o cronograma de obra. Ele indicará todas as etapas necessárias para a sua construção e ajudará a gerenciar melhor a obra, incluindo todas as etapas e atividades que devem ser feitas, com a data estimada de conclusão de cada uma delas.

Liste as atividades

O primeiro passo para montar o cronograma é listar todas as atividades necessárias para a sua construção.

Depois será preciso criar uma sequência para essas etapas. Essa é uma parte que exige conhecimento técnico. Afinal, é preciso saber qual passo deverá ser feito antes para que o próximo possa ser realizado.

Estime a duração das atividades

Esse é um ponto que merece cuidado, já que muitas questões podem influenciar no andamento de uma obra, como o clima, a quantidade de chuvas, a disponibilidade dos profissionais e até a sua capacidade financeira de arcar com a construção.

Nesse primeiro momento, o profissional poderá lhe ajudar estimando um tempo médio das atividades e o sequenciamento das mesmas, se baseando nas horas empregadas em outras obras semelhantes.

Controle o cronograma

Isso significa acompanhar o trabalho das equipes, garantindo que a produtividade está de acordo com o planejado.

Conforme a obra for avançando, lembre-se de atualizar o cronograma, indicando os prazos realizados e recalculando a data de finalização.

Etapas de uma obra: passo-a-passo oficial

homem e mulher olhando um projeto de obra
Entender as etapas de uma obra é essencial para obter os melhores resultados em cada uma delas.

Entender cada uma das fases da obra é de suma importância. Assim, você poderá executar um orçamento e um cronograma mais adequados, entendendo a quantidade de mão de obra e de material de construção, bem como as etapas da construção de cada uma dessas fases.

Fundação e laje

É a fundação que suportará o peso e manterá fixo e nivelado o prédio no terreno. Caso ela não seja estimada de forma correta, de acordo com as cargas que deverá suportar, a obra terá graves problemas e eles irão se refletir em outras estruturas como paredes, tetos, etc.

Antes mesmo de indicar qual tipo de fundação será feita, o profissional responsável poderá realizar uma sondagem no terreno, para avaliar melhor qual é o tipo e a capacidade de suporte do solo, definindo a fundação mais adequada.

Alguns tipos de fundações que podem ser usadas são:

  • rasas ou diretas: executadas em valas rasas, com profundidade máxima de 3 metros ou que repousam diretamente sobre o solo firme e aflorado, caracterizadas por alicerce e sapata;
  • baldrame: é constituído de uma viga (que pode ser de alvenaria, de concreto simples ou de concreto armado) construída diretamente no solo, dentro de uma pequena vala;
  • fundação contínua: os alicerces são executados de forma contínua, sob a linha de paredes de uma edificação usando sistemas de alvenaria de tijolos maciços, sistema de pedras argamassadas sobre lastro de concreto simples, sistema de alvenaria sobre lajes de concreto armado ou sistema de concreto ciclópico;
  • fundações indiretas ou profundas: são as que transmitem o peso da construção ao solo por meio de um fuste. Essas estruturas de transmissão podem ser estacas ou tubulões.

Independentemente do tipo, é fundamental investir na impermeabilização da fundação, evitando que sua casa venha a sofrer com infiltrações e outros problemas futuros.

É importante salientar que os custos totais com a impermeabilização não atingem nem 2% do total da obra, porém se esse trabalho for realizado após as infiltrações aparecerem, essa despesa pode superar os 10%. Ou seja, nada de evitar esse passo pensando em economizar, porque isso pode comprometer o resultado da sua obra, ok?

Laje

A laje é a primeira cobertura da casa e o terceiro elemento de concreto armado que dá sustentação para a casa. Ela é uma superfície plana de concreto armado dimensionada para suportar e distribuir o peso do telhado e da caixa de água para as vigas.

Para dar sustentação à laje durante a construção são usadas tábuas de madeira fixadas por escoras de madeira ou metálicas. Geralmente as lajes são instaladas conforme os cômodos e posicionadas sobre 4 vigas.

Os tipos de lajes mais comuns são: pré-moldada ou treliçada, maciça com concreto armado ou protendido. Escolher a melhor opção dependerá de cada tipo de construção.

Materiais de construção

Para a fundação e a laje, será preciso:

Vedação

Entre as principais etapas de uma obra está a vedação, que é o que chamamos de fechamento da edificação, ou seja, é a colocação das paredes que podem ser feitas de diversos materiais como tijolos, concreto, gesso, vidro ou madeira.

Algumas possibilidades são:

Alvenaria de vedação

São as paredes construídas em tijolo cerâmico ou em blocos de concreto e que tem a função de dividir os cômodos, sem terem uma função estrutural.

Alvenaria estrutural

São as paredes que, além de dividirem os cômodos, também servem para distribuir as cargas da estrutura. As paredes em alvenaria estrutural podem ser de tijolos cerâmicos estruturais ou de blocos de concretos estruturais.

Atenção! Tijolos e blocos comuns não podem ser usados nas paredes estruturais.

Parede de drywall

São as paredes feitas com painel de gesso acartonado instalados sobre uma estrutura de perfis metálicos galvanizados. Esse tipo de parede é indicado para ambientes internos e o isolamento entre as placas de gesso pode ser feito com lã de vidro ou lã de rocha.

Parede Woodframe

É semelhante ao drywall, porém feito com painéis em chapas OSB e estruturas com montantes de madeira tratada. O isolamento também pode ser feito com lã de vidro ou lã de rocha.

Divisória em vidro

Trazem mais requinte e elegância e são mais usadas em ambientes corporativos. São feitas em vidro duplo com estrutura mista de aço e alumínio.

Paredes de placas cimentícias

São indicadas para ambientes internos e externos, instaladas em estruturas de perfis metálicos galvanizados.

Cobertura

A cobertura é a fase da construção do telhado ou da laje que irá proteger a casa. A definição de como será a cobertura (tipo de telhado, inclinação, quantas águas etc.) é de responsabilidade do engenheiro ou arquiteto responsável.

É essencial que essa etapa seja muito bem planejada e executada para evitar goteiras, infiltrações e outros prejuízos. A inclinação do telhado também é um ponto que merece atenção porque influencia diretamente no encaminhamento das águas das chuvas.

Além disso, é importante que a cobertura escolhida ofereça um bom conforto térmico e acústico aos moradores.

Estrutura

A estrutura é o conjunto de componentes ligados entre si que têm a função de suportar o telhado e parte do sistema de captação de águas pluviais. Ela pode ser de madeira, de metal ou de concreto e é composta por uma armação principal e outra secundária.

Telhados

Existem muitas possibilidades, como:

  • platibanda: ficam total ou parcialmente escondidos. As águas pluviais são captadas pelas calhas e levadas para o exterior do imóvel pelos condutores;
  • de beiral: ficam completamente visíveis, formando balanços sobre o prumo da parede. As águas das chuvas correm livremente, dispensando o uso de calhas e condutores;
  • teto verde: aplicação e uso de vegetação sobre a cobertura com impermeabilização e drenagem adequada. Oferece maior conforto térmico.

Telhas

A decisão do tipo e do material das telhas depende de fatores como incidência de chuvas, temperaturas médias da região, tipologia da construção e disponibilidade de materiais e de mão-de-obra. Algumas opções são:

  • cerâmicas: são as mais comuns no país. As mais usadas são a francesa, a portuguesa, a romana, a colonial e a plan. Elas possuem isolamento térmico e facilidade de limpeza e de manutenção, porém exigem uma estrutura mais resistente;
  • esmaltadas: tipo de telha cerâmica diferenciada apenas no acabamento. Possui grande variabilidade de tonalidades e oferece mais durabilidade e resistência, porém tem o custo mais elevado;
  • fibrocimento: também conhecido como Brasilit ou Eternit, esse material é leve, resistente, durável e mais barato, contudo absorvem muito calor, sendo necessário construir um forro ou uma laje;
  • fotovoltaicas: são telhas de cerâmica que têm como objetivo gerar energia elétrica a partir da luz do sol. Essas são opções mais caras;
  • galvanizadas: altamente duráveis e resistentes, as telhas são fabricadas em aço e revestidas com alumínio e zinco, impedindo a corrosão e a formação de ferrugem. Porém, seu isolamento térmico é ruim e é uma telha mais barulhenta.

Esquadrias: portas e janelas

homem segurando uma chave e abrindo a porta
Conhecer os diferentes modelos de portas contribui para uma escolha mais adequada para cada ambiente.

Esquadrias é o nome genérico usado em projetos para descrever portas e janelas e tudo que os compõem, como batentes e folhas. Costumam corresponder entre 9% a 18% do valor total da obra.

Elas precisam ser escolhidas com bastante cuidado, considerando a durabilidade do material e também as funções que o elemento terá no espaço, como proteger do sol e da chuva, isolar acusticamente, decorar, etc.

Esquadrias de alumínio e aço

Esse tipo é o mais popular. As esquadrias de alumínio são resistentes à oxidação e podem ser instaladas em locais de maresia. Já os modelos de aço são mais baratos, porém duram menos.

Nas de alumínio, os perfis devem ser protegidos por pintura ou anodização. As de aço-carbono precisam de tratamento superficial (revestimento ou pintura) que garanta desempenho mínimo contra corrosão.

Madeira e PVC

As esquadrias de madeira costumam aparecer em locais mais nobres, porém elas têm um custo elevado e exigem manutenção. As características desse tipo variam de acordo com o tipo de madeira usada.

Já as de PVC são mais caras, porém oferecem melhor isolamento termoacústico, além de exigirem baixa manutenção.

Principais tipos de esquadrias

Além do material, as esquadrias também podem variar conforme a abertura:

  • de abrir: está entre os modelos mais comuns de portas e janelas. Existem modelos com regulagem da passagem de ar, mas, em geral, não permitem o controle da ventilação;
  • de correr: permitem o controle do fluxo de ventilação e não se movem com o vento, além de terem uma manutenção simples e alta durabilidade;
  • basculante: exige pouco espaço e há controle do fluxo de ar, mas o uso de cortinas é prejudicado;
  • pivotante: é uma porta mais elegante e bonita, dispensando dobradiças e ficando fixa no batente com 2 pivôs que faz movimentos giratórios. Costuma ser usada na entrada da residência e tem larguras maiores que o padrão;
  • camarão: tipo de porta parecida com o modelo sanfonado, porém com apenas 3 dobradiças e com folhas mais espessas. É indicada para ambientes pequenos;
  • balcão: porta que abre para sacadas, terraços ou varandas. É composta por 2 folhas com ventilação que são instaladas do lado de fora e mais 2 folhas do lado de dentro que trazem iluminação ao ambiente.
  • veneziana: porta que permite a ventilação nos ambientes, pois tem várias aberturas horizontais. Mais usada em sacadas ou locais sem muita circulação de ar.

Revestimentos

Os revestimentos garantem conforto e melhoram a decoração dos ambientes e podem ser usados nos pisos e nas paredes. Para que o acabamento tenha boa qualidade, é importante se atentar ao reboco, emboço e chapisco.

O chapisco é a camada mais grossa e áspera de argamassa aplicada sobre a parede diretamente em contato com os tijolos. Ela dá à parede mais atrito para que possa receber as camadas seguintes de revestimento e acabamento, segurando o material com aderência.

O emboço faz com que a superfície da parede se torne mais nivelada, permitindo a aplicação correta do reboco, além de favorecer à impermeabilização da parede. Geralmente é composto por água, cimento, areia e cal.

O reboco é a etapa final de acabamento com argamassa. Depois dele, a parede deverá ficar plana e lisa para receber as camadas de tinta ou a aplicação dos revestimentos.

Veja algumas opções de revestimentos:

Porcelanatos

Podem ser usados nos pisos ou nas paredes. Eles são uma variação da placa cerâmica, mas com um processo de fabricação diferenciado, além do uso de matérias-primas com baixa absorção de água. É possível encontrar versões com diferentes tipos de acabamento, como natural, polido ou esmaltado.

Cerâmicas

Também existem versões para piso e paredes. São mais baratas que os porcelanatos, com diferentes possibilidades estéticas e maior resistência à dilatação térmica. Além disso, são fáceis de limpar.

Pastilhas

Existem pastilhas de cerâmica e de vidro. As de vidro são bem duras, usadas em piscinas e fachadas. Podem ser compradas em placas e colocadas em papel kraft ou telas.

As de cerâmica são um conjunto de placas porcelânicas com alta dureza e baixo índice de absorção de água. É possível encontrar com dois tipos de acabamento: natural ou esmaltada.

Além desses, ainda existem outras opções, como: pedras naturais (piso e parede), pisos cimentícios, ladrilhos hidráulicos (paredes), pisos laminados, pisos vinílicos, pintura epóxi, entre outros.

Instalações

As instalações são aqueles itens que devem ficar dentro das paredes e por onde passarão as redes elétricas e hidráulicas.

Hidráulicas

A instalação hidráulica é responsável pelo abastecimento de água no imóvel. Tudo começa pela instalação da caixa de água, que deve estar no ponto mais alto da residência. Caso não seja possível, a distância mínima deverá ser de 1,2m em relação ao chuveiro.

A partir daí será preciso fazer conexões da caixa até o hidrômetro, com diversas tubulações.

A melhor forma de planejar tudo isso é com a planta hidráulica, feita pelo engenheiro responsável pela obra. Também é essencial contar com materiais de qualidade e mão-de-obra qualificada e especializada, como encanadores e bombeiros hidráulicos.

Esses profissionais atuarão em dois momentos: passando os canos e deixando os pontos de abertura no chão e nas paredes. Na sequência, o pedreiro volta em cena realizando os acabamentos como pisos e azulejos ou pintura. Depois, os encanadores fazem a instalação dos vasos sanitários, pias e lavatórios, torneiras e misturadores, etc.

Para escolher os materiais certos, considere: a resistência e o material da tubulação (metal ou PVC, sendo esse último a versão com maior vida útil e menor resistência à temperatura) e o reconhecimento da marca.

Veja algumas dicas que podem ajudar:

  • instale um registro por ambiente onde houver pontos de água;
  • use o mínimo possível de conexões. Elas diminuem a pressão de água e podem criar pontos de acúmulo que culminam em vazamentos;
  • escolha tubos e conexões do mesmo fabricante;
  • sempre guarde os materiais hidráulicos na horizontal antes de usá-los;
  • teste cada instalação antes de fechar a parede ou fazer o contrapiso;
  • antes de fazer o reboco, desenhe ou fotografe as instalações para ter certeza de onde estão passando os canos.

Elétricas e Iluminações

O projeto elétrico representará graficamente onde estarão as futuras instalações elétricas no imóvel, indicando os pontos de iluminação, tomadas, interruptores, circuitos elétricos, posição do quadro de distribuição e dos dispositivos de proteção.

Ele deve ser produzido antes da construção pelo engenheiro elétrico e suportar o uso de todos os aparelhos e eletrodomésticos, como ar condicionado, máquinas de lavar, chuveiros, televisores, etc.

Na fase de vedação, o eletricista deverá ser chamado para passar toda a fiação pelas paredes. Depois que o acabamento for feito, ele retornará à construção para finalizar o processo, instalando as tomadas, os interruptores e também os aparelhos e eletrodomésticos.

Se a instalação elétrica não for bem feita e dimensionada, é possível sofrer com vários problemas, como fuga de corrente, sobrecarga e curto-circuito, aumentando os riscos de incêndio. Por isso, contrate profissionais habilitados e use materiais de qualidade.

Pintura

homem pintando a parede
A pintura é uma fase essencial para finalizar sua obra e deixá-la com a aparência desejada.

A pintura já é a fase de acabamento da obra. Ela deverá ser feita nas áreas internas e externas, ajudando a decorar e a proteger as paredes. É importante comprar tintas próprias para cada ambiente de acordo com as condições apresentadas.

Antes de começar a pintar é importante preparar muito bem as paredes. Para isso é preciso:

  • lixar a parede com uma lixa mais grossa para eliminar o excesso de areia;
  • aplicar o selador, principalmente nas paredes externas, para evitar manchas e que certos resíduos se fixem à tinta;
  • aplicar a massa corrida para uniformizar a parede, evitando imperfeições, fissuras, descascados e texturas desniveladas;
  • aplicar a tinta – são recomendados duas demãos.

Se a parede for de gesso, é recomendado aplicar o fundo preparador, que aglutina as partículas soltas e promove uma aderência melhor da tinta.

Interna

Nas áreas internas, a tinta látex ou PVA é a mais indicada para a pintura de paredes e de teto. É uma tinta à base de água que pode ser limpa apenas com pano úmido, com secagem rápida e odor mínimo. Está disponível nos acabamentos fosco, semibrilho ou acetinada.

Na área do banheiro ou da cozinha, prefira a tinta epóxi, indicada para áreas molhadas e que também pode ser usada sobre azulejos e pisos. Ela é de difícil aplicação e necessita de mão-de-obra especializada.

Outra opção é a tinta super lavável, indicada principalmente para ambientes com crianças. Ela é mais resistente à limpeza e lavagens. Quem é alérgico, pode investir nas tintas inodoras, que perdem o cheiro em até 3 horas.

Na hora de fazer a pintura, não se esqueça de retirar todos os espelhos das tomadas e interruptores e de cobrir os rodapés, as dobradiças das portas e os móveis.

Externa

Nas áreas externas, a tinta acrílica é a mais indicada. Ela é parecida com a látex, porém é altamente impermeável. Também está disponível em acabamentos fosco, semibrilho e acetinado.

Outra opção são as tintas emborrachadas, indicadas para cobrir trincas e pequenas fissuras. Elas são resistentes à chuva e ao sol, além de prevenirem o aparecimento de mofo, descascamento e desbotamento.

Uma tinta mais econômica é a cal, que também possui fácil aplicação. Como é de uma textura mais grossa, ela consegue disfarçar bem as imperfeições.

Para pintar as portas e janelas de madeira, ferro ou aço, use as tintas à base de óleo e esmalte. Essa é uma tinta bem resistente à chuva e ao sol. Outra ideia é o verniz, principalmente para a madeira. No caso de locais expostos a intempéries, use o verniz náutico.

Quem quer evitar problemas posteriores, pode investir em opções como as texturas, que ajudam a proteger ainda mais as paredes externas, além de trazerem um visual diferenciado.

Louças e Metais

A louças e metais são etapas importantíssimas de uma obra e precisam de cuidados técnicos, além contribuir para a decoração.

O primeiro passo é definir um conceito para o seu imóvel e escolher entre uma decoração mais moderna, vintage etc. Durante o projeto, você também poderá pensar no tamanho das peças, identificando os estilos e funcionalidades.

Veja algumas dicas:

  • bacias com caixa acoplada são as mais usadas atualmente. O modelo possui uma válvula que libera aproximadamente 6 litros cada vez que é acionada, reduzindo em torno de 30% da água liberada em comparação com as válvulas de parede;
  • as cubas podem ser de embutir (modelo mais comum), de sobrepor (parecida com a anterior, mas a borda fica um pouco acima do nível da bancada), de semiencaixe (a metade posterior é encaixada na bancada, com a parte frontal suspensa), de piso (instaladas por meio de colunas) ou com válvula oculta (ralo da pia fica “escondido);
  • as torneiras podem ser de monocomando (a mesma alavanca controla a vazão e a temperatura) e misturador duplo comando (um volante para cada acionamento).

Antes de comprar, confira se o metal e a louça são fáceis de usar, avalie a empunhadura da torneira, verifique se as medidas estão de acordo com o projeto e se a pressão de água atende às suas necessidades.

Jardins e Varandas

varanda com plantas
Um bom planejamento para a área externa contribui para um espaço de lazer mais otimizado.

A área externa deve ser planejada de acordo com os desejos dos moradores e o espaço disponível. Em geral, as áreas gourmet com churrasqueira e piscina são muito procuradas.

Para construir um espaço para a churrasqueira, áreas mínimas de 25 m² já são suficientes. O modelo de churrasqueira mais tradicional é o de alvenaria e é ideal para espaços amplos. Ela pode ser construída sob medida ou comprada pré-moldada.

Se for contar com uma piscina, considere o espaço disponível e o material. A piscina de fibra de vidro é a mais comum e você compra já pronta. Já a piscina de alvenaria com pastilhas de azulejos e com vinil são construídas do zero.

Em qualquer um desses espaços, lembre-se de tomar cuidado com a escolha dos revestimentos, que precisam ser antiderrapantes para evitar acidentes e resistentes ao sol e à chuva.

Para os jardins, invista em projeto de paisagismo, com a escolha adequada das plantas de acordo com as características do ambiente (quantidade de luz e de sombra e exigências com a rega e poda).

Inclua, ainda, um projeto de iluminação, para permitir que essas áreas sejam usadas durante à noite e também para valorizar sua piscina ou seu jardim.

Limpeza

A limpeza pós-obra é um passo indispensável, garantindo que o imóvel estará preparado para a sua mudança.

O primeiro passo é retirar o excesso de lixo e entulho – algo que deve ser feito também durante as demais etapas de uma obra, com a contratação de caçambas para o descarte adequado desse material.

Para a limpeza dos cômodos da casa, é importante escolher os produtos de limpeza adequados, afinal os detergentes e sabões usados diariamente não darão conta do recado.

Para limpar respingos de tinta, use álcool, ácido nítrico ou solvente. Ceras e graxas devem ser removidas com cloro, bicarbonato de sódio e saponáceo. Para ferrugem use saponáceo ou água sanitária e para o lodo, use amoníaco.

É importante ficar atento. Alguns desses itens não podem ser aplicados em pisos e azulejos, então, evite usar soda cáustica, limpa alumínio ou água sanitária pura

Outras dicas essenciais são:

  • separe os equipamentos indispensáveis, como escadas, lavadoras de alta pressão, aspirador de pó e outros;
  • comece retirando a sujeira mais grossa, como resíduos de gesso, cimento e tinta;
  • use água para retirar os resíduos finos, lavando vidros, bancadas, pisos, louças, etc.;
  • sempre proteja tomadas e interruptores;
  • use luvas e máscaras quando for usar produtos mais fortes.

Bônus: Decoração e Organização

Depois de todas essas etapas de uma obra, é hora de decorar e organizar sua nova casa!

A decoração é o que dará vida a sua casa nova, deixando-a aconchegante e personalizada, além de melhorar a funcionalidade dos ambientes.

Sala de estar

Para decorar a sala, considere o espaço disponível e a quantidade de luz natural. Espaços muito pequenos ficam melhor com paredes e teto de cores claras e neutras, que ajudam a ampliar visualmente. 

Os sofás devem ser escolhidos de acordo com a quantidade de moradores, o espaço disponível e o uso que a sala terá.

É possível optar por racks ou painéis, dependendo do estilo que você deseja e do espaço disponível. Os painéis são opções modernas que otimizam o espaço, enquanto os racks trazem uma sensação diferenciada e podem funcionar muito bem no estilo retrô e vintage.

Finalize o ambiente com quadros, tapetes, cortinas e almofadas. Se as cores das paredes e dos móveis forem neutras, use objetos mais coloridos e que tragam vida à sua sala.

Quartos

O quarto precisa ser um ambiente aconchegante e relaxante. Quartos pequenos funcionam melhor com cores claras, tanto para os móveis como para as paredes.

Os guarda-roupas com porta de correr são os mais usados para quem deseja otimizar o espaço, assim como as versões com portas espelhadas que ajudam a ampliar o cômodo.

A cama box é a mais procurada atualmente por ser mais prática e confortável. Você poderá aliar a ela uma bela cabeceira, criando um ponto focal de destaque.

A iluminação poderá ser direta e indireta, com abajures, arandelas ou outros itens dessa categoria.

Cozinha

Quem tem uma cozinha pequena pode investir em móveis com portas espelhadas ou em vidro, que trazem mais leveza. Outra dica é usar algumas prateleiras e nichos, que oferecem mais espaço para guardar os utensílios.

Complemente a decoração escolhendo as cores e os materiais das bancadas e também posicionando adequadamente os eletrodomésticos, evitando, por exemplo, que fogão e geladeira fiquem próximos (já que o calor de um poderá interferir no funcionamento do outro).

Sala de jantar

Para a iluminação, use pendentes ou um lustre central sob a mesa de jantar.

A mesa de jantar precisa ser compatível com o número de moradores e com o espaço disponível. As opções redondas são as mais indicadas para salas pequenas, assim como as versões com tampos translúcidos (como de vidro), que permitem a passagem de luz e tornam o espaço visualmente mais amplo.

Para deixar seus cômodos ainda mais bonitos e funcionais, busque por ajuda profissional, como decoradores, arquitetos e paisagistas.

Conclusão

Como você viu neste conteúdo, são muitas as etapas de uma obra, não é mesmo? Conhecer todas as fases da construção ajudará você a se planejar melhor, definindo corretamente o cronograma de obra, os materiais que serão comprados em cada fase e também os profissionais que precisam ser contratados.

Com todas essas dicas, certamente será mais fácil definir todas as etapas do planejamento, tornando sua construção mais simples e evitando dores de cabeça.

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